GNV
Economia: A utilização de gás natural veicular proporciona economia a dois níveis. Por um lado, o gás natural custa cerca de 70% menos que a gasolina. Por outro, o GNV é um combustível de queima limpa, que reduz a necessidade de manutenção e ainda aumenta a vida útil do motor do veículo.
Composto por uma média de 98% de gás metano (CH4) O GNV é a alternativa mais inteligente de combustível.Ambiente: O GNV é o mais limpo dos combustíveis para veículos. As emissões de gases tóxicos expelidas dos veículos à gás natural são muito inferiores às dos veículos movidos a gasolina. Assim, as emissões de monóxido de carbono do GNV são cerca de 70% inferiores, as emissões de hidrocarbonetos não metânicos (HCnM) são 88% inferiores, e as de óxidos de azoto são 80% inferiores. Além destas reduções de poluentes, este fantástico combustível também emite quantidades significativamente inferiores de gases com efeito estufa e toxinas, relativamente aos veículos a gasolina.
Segurança: O gás natural, sob todas as formas, é a energia mais segura, e os índices de mortes e acidentes são mais baixos que quaisquer outras energias. O gás natural, ao contrário dos combustíveis líquidos e do GLP, tem densidade inferior à do ar, dissipando-se rapidamente em caso de vazamento. Além disto, é odorizado, e uma concentração de apenas 0,5% já é perfeitamente perceptível aos nossos narizes. Tal concentração não é prejudicial à saúde e é muito inferior ao limite mínimo de flamabilidade. Ou seja, muito, mas muito antes de fazer mal a alguém ou pegar o fogo, o cheiro já está mostrando sua presença e "tocando o alarme".
Se olharmos para a gasolina, o álcool ou o diesel e imaginarmos que mesmo uma pequena porção derramada no chão pode imediatamente provocar um incêndio, constataremos que o gás natural é infinitamente mais seguro.
Há duas razões fundamentais para esta segurança: a integridade estrutural do sistema de GNV e suas qualidades físicas como combustível .Os cilindros de armazenagem do gás usados nos veículos GNV são muito mais fortes do que os reservatórios de gasolina. Os cilindros GNV são submetidos à severos testes de segurança, o que os torna à prova de colisão, incêndio e até mesmo de projéteis de armas de fogo.
A questão da capacidade de abastecimento dos cilindros.
Afinal, quanto gás realmente cabe no cilindro?
Alguns clientes chamam atenção para o fato que nem sempre, a quantidade de metros cúbicos declarada pela convertedora é a quantidade que se consegue abastecer nos postos, especialmente em dias de calor.
Isto acontece devido às leis físicas da teoria cinética dos gases. Quando você comprime um gás, suas moléculas tendem a se juntar reduzindo a velocidade de movimento entre elas. Esta energia acumulada é transformada em calor. O calor faz com que o gás se expanda fazendo com que caiba menos gás dentro do cilindro. Quanto mais quente estiver o cilindro e consequentemente o gás dentro dele, menos gás irá caber.
Em postos muito movimentados, os compressores funcionam quase que intermitentemente, bombeando gás para os reservatórios. O funcionamento constante dos compressores do posto, eleva muito a temperatura do gás fazendo com que caiba menos no abastecimento. Se além disto, estiver fazendo calor, fatalmente irá caber menos combustível no cilindro.
Você mesmo pode comprovar isto, observando uma bomba de encher pneu de bicicleta. Ela aquece rapidamente pois estamos comprimindo ar dentro dela.
Experimente também segurar uma seringa de injeção com o êmbolo todo aberto, tampando a saída com seu polegar. Ao comprimir o êmbolo, você sentirá o ar comprimido dentro da seringa esquentar sua mão. Segure assim durante alguns segundos. Ao relaxar o êmbolo, você verá que ele terá a tendência de pular fora, como se "mais ar" tivesse entrado dentro da seringa. Isto acontece porque o ar aquecido ocupa mais espaço.
Quanto maior o cilindro, maior a massa total e menor a capacidade de dissipação do calor. Assim, cilindros pequenos não esquentam tanto, e perdem calor mais rápido que cilindros grandes.
A teoria cinética dos gases é regida pela seguinte equação:
PA/TA=PD/TD, onde:
- PA = pressão antes
- PD = pressão depois
- TA = temperatura antes (em graus Kelvin)
- TD = temperatura depois (em graus Kelvin)
Na tabela abaixo, vemos as diferentes capacidades em M³ para diferentes temperaturas em um cilindro de 80 litros e de 100 litros.

Mesmo que o dia estiver frio, o que conta é a temperatura do gás, que fatalmente irá aumentar bastante com a compressão, reduzindo a capacidade. Uma dica? Vai viajar amanhã? abasteça hoje e amanhã cedo faça-o novamente, sempre cabe mais um pouquinho.
Portanto, quando sua convertedora lhe vendeu um cilindro de 97 litros onde teoricamente caberiam 24,75m³, parte-se do princípio que o gás está a 13ºC e não a 50ºC como é muito comum em abastecimentos feitos em postos lotados de gente e em dias de muito calor.
Ainda estamos considerando que realmente o posto está abastecendo com 220 bar, o que frequentemente não acontece. Na Argentina, por exemplo, a pressão de trabalho é de 180 bar.
Finalmente, os cilindros são construídos obedecendo dimensões de comprimento e diâmetro. É impossível saber quantos litros e mais ainda, quantos metros cúbicos irão realmente caber dentro deles. Uma vez que o cilindro está pronto, a fábrica mede a capacidade em litros (que possui uma variação normal de até 5%) e grava este número na carcaça do cilindro. Assim, um cilindro de 100 litros pode ter na verdade de 95 a 105 litros, o que representa nem meio metro cúbico de diferença.
Você não está sendo lesado pela convertedora, e sim, pelo puro exercício das leis da física, e neste caso, não consiste delito, nem crime, nem sequer pecado.












